Far From Alaska traz releitura de Bob Marley

A Far From Alaska está na gringa para uma nova turnê internacional de divulgação do seu mais recente Unlikely (2017) gravado nos EUA com produção carimbada por Sylvia Messi.

De Liverpool, Inglaterra, a banda potiguar anunciou na última sexta-feira (04) sua versão para “Iron Lion Zion” em um rock moderno ao estilo do quarteto, cheio de riffs e lap steel sob o reagge gravado originalmete em 1973 por Bob Marley.

É a primeira vez que a Far From Alaska grava um cover. A faixa já está disponivel em todos os streamings e ganhou um clipe com imagens da banda em estúdio durante a gravação, filmado e editado por Murilo Amancio.

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EGO KILL TALENT FEZ BONITO NO MARACA

Atendendo a um pedido do fã clube Foo Fighters Brasil, a produção convocou a Ego Kill Talent para esquentar o palco do Foo Fighters em seus cinco shows pelo Brasil. No Maracanã, o quinteto teve que “se virar nos 30” para dar ao público sedento por rock o que eles mais queriam em uma apresentação curtinha. O setlist trouxe faixas do disco de estreia, um álbum homônimo lançado no ano passado, como Just To Call You Mine, Still Here, Sublimated e Last Ride – faixa que ganhou clipe gravado no deserto do Atacama, no Chile.

Os caras da Ego Kill Talent fizeram uma performance de peso, segura, sincronizada e incansável, em que era possível ver a alegria e a emoção estampada na cara dos músicos por serem muito bem recebidos pelo público, com fãs espalhados por diversos pontos do estádio. Teve quem os viu pela primeira vez. Certamente, o quinteto conseguiu causar a melhor primeira impressão que uma banda de abertura poderia fazer, firmando mais uma vez a ideia de que estão entre as maiores apostas do que chamamos de nova safra do rock nacional.

Fotos por Helson Luiz Trindade

PLUTÃO NO LOLLA BR 2018

A Plutão Já Foi Planeta é uma das bandas da cena autoral de Natal, no Rio Grande do Norte. Formada em 2013, o quinteto de indie pop ganhou projeção nacional ao participar do programa Superstar, da TV Globo, em 2016. Na oportunidade, o grupo apresentou faixas do seu primeiro EP, Daqui Pra Lá (2014).

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A banda Potiguar no programa Superstar (Foto: Reprodução)

No decorrer do programa, além de covers, a Plutão Já Foi Planeta também mostrou faixas que entrariam para o primeiro disco, A Última Palavra Feche a Porta (2017). Entre as canções estavam Post-it, Me Leve e O Ficar E O Ir Da Gente, que contribuíram para que a banda potiguar chegasse ao segundo lugar na final da competição.

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Capa do disco lançado em março de 2017 pela Slap.

Escalada para a edição brasileira do festival Lollapalooza deste ano que acontecerá nos dias 23, 24 e 25 de março no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, a banda potiguar ainda trabalha seu disco “A Última Palavra Feche a Porta” (2017), marcado por referências fortíssimas do indie rock com toda a delicadeza da voz de Natália Noronha – alternando em algumas faixas com Gustavo Arruda -, em poesias criadas a partir de situações corriqueiras como, por exemplo, uma paquera em mesa de bar em meio a Copa do Mundo.

Em seu mais recente álbum, a Plutão Já Foi Planeta apostou forte nos sintetizadores, em uma bela harmonia para canções muito bem trabalhadas, como é o caso de Insone e Duas, que contaram com as participações especiais de Liniker e Maria Gadú, respectivamente.

Edição: Michel Pozzebon

EGO KILL TALENT ABRE OS SHOWS DO FOO FIGHTERS NO BRASIL

O supergrupo paulistano Ego Kill Talent pegou a responsabilidade de abrir os cinco show do Foo Fighters + Queens of the Stone Age no Brasil em 2018.

Seu primeiro e excelente disco de entrada, um homônimo e com produção assinada por Steve Evetts (The Cure, Sepultura) lançado no começo desse ano traz referencias ao hard rock, stoner e metal dos anos 90 com grooves e guitarras à todo vapor, vocal potente em versos em inglês onde todos os integrantes participam das composições,  letras sobre sentimento de posse, necessidades humanas, mágoas e diversos outros temas, em um rock pesado e encorpado, moderno, técnico, criativo e fácil de digerir.

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Capa do disco Ego Kill Talent (2017)

Formada em 2014 por Jean Dolabella (bateria e guitarra), Jonathan Correa (vocal), Raphael Miranda (bateria e baixo), Niper Boaventura (guitarra e baixo) e Theo Van Der Loo (guitarra e baixo), que são músicos bem experientes e ex-membros de bandas como Reação em Cadeia, Sayowa, Diesel/Udora e Sepultura e, para quem já passou por palcos como Planeta Atlântida, Lollapalooza Brasil, Maximus Festival, a edição francesa do Download Fest – esta, ao lado de bandas como Slayer, Rancid, Green Day e System Of A Down e as brasileiras Far From Alaska e Project Black Pantera – e essa última edição do Rock in Rio, segurando muito bem a abertura do palco Sunset no dia 24 de setembro, sempre com performances muito boas, encarar mais esse desafio vai ser a maior “moleza”. Então, cheguem cedo!

Edição: Michel Pozzebon

CANTO CEGO LANÇA CLIPE DE ZÉ DO CAROÇO

A música Zé do Caroço, um clássico do samba eternizado na voz de Leci Brandão, ganhou uma versão roqueira. A Canto Cego, banda carioca que leva para seus shows uma poesia e um rock um tanto quanto aflitos, fez a releitura mesclando muito peso e lirismo de um jeito ímpar. A canção original completa 40 anos e, apesar do tempo, impressiona pelo fato da letra ainda soar atual.

Presente em Valente (2017), disco de estreia da Canto Cego, a faixa Zé do Caroço ganhou recentemente um clipe. O vídeo retrata o dia a dia comum de moradores nas favelas da Zona Norte do Rio de Janeiro, exaltando pontos positivos, passando uma visão esperançosa em meio ao caos na Cidade que “aos trancos e barrancos” ainda merece o título de Maravilhosa.

O clipe conta com as participações especiais de artistas, ativistas e líderes sociais do Complexo do Alemão, Bangu e Nova Iguaçu, além da própria Leci.

Surgida na comunidade da Maré em 2010 e a Canto Cego se firmou no underground. Muito requisitada, passou por palcos como Circo Voador, Imperator, Teatro Rival e já teve a chance de levar seu som para fora graças à participação no Festival de Jazz de Montreux (2015), na Suíça, onde fizeram uma pequena turnê; além de passagens no Planeta Rock (2014) e a conquista do primeiro lugar no Festival da Nova Música Brasileira (2012).

Edição: Michel Pozzebon

RESENHA: SELVAGENS A PROCURA DE LEI, VIVENDO DO ÓCIO E DROPS 96 NO TEATRO ODISSÉIA

Fomentar o rock nacional. Nessa levada, o Teatro Odisseia, no Rio de Janeiro, recebeu no dia 30 de abril uma espécie de festival. A casa de shows da Lapa foi o palco para as apresentações de bandas como Selvagens à Procura da Lei, Vivendo do Ócio, Drops96 e Divisa.

A banda convidada Divisa abriu os trabalhos no palco com muita energia apresentando canções do seu EP (Auto)retrato, lançado em agosto de 2016 com um pop rock delicado e envolvente, somado à covers de The Killers e Kings Of Leon.

E o palco ficou pequeno para a Drops96, com um show que fluiu da melhor maneira possível. Com cinco integrantes fazendo um rock que não pode ser definido. Mas, nota-se um pop rock pesado influenciado por guitarras de bandas nu-metal e post hardcore com atitude, presença e a sintonia que vem desde à época do colégio, quando a banda começou.

O vocalista Fabio Vallente pegou o público de surpresa ao anunciar o fim da banda, sendo este o último show. A tal despedida trouxe no setlist músicas do mais recente álbum Busque Mais Vida (2016) – assim como os dois primeiros trabalhos do grupo, o disco foi lançado por meio de financiamento coletivo – e por pouco não ficou de fora o maior hit “Volta Pra Mim” do primeiro disco, fechando o show a pedido dos fãs.

Os veteranos da Vivendo do Ócio já estiveram diversas vezes por aqui desde o sucesso do primeiro disco Nem Sempre Tão Normal (2008), quando ganharam o prêmio de Banda Revelação no VMB em 2009. Depois de estourarem com seu indie rock, a banda aposta agora em um uma sonoridade mais nacional e regional de forma nostálgica e saudosista, tal qual o disco Selva Mundo (2015), também lançado via crowdfunding.

“Nostalgia”, “Fora Mônica”, “Rock Pub Baby”, “Prisoneiro do Futuro” e até a delicada “Carranca” entraram para o setlist, que trouxe os hits dos três discos da Vivendo do Ócio.

 

A Selvagens à Procura da Lei fez os show mais animado da noite! No repertório, músicas do começo da carreira e do mais recente disco da banda, Praieiro (2016) – álbum responsável por mudar o rumo do grupo cearense para uma sonoridade mais tropical, com guitarras suingadas, reggae e o sotaque marcante de sempre.

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Em tempo, o evento demonstrou que a atual cena do rock nacional segue firme, forte e respirando, com bandas que merecem o seu apoio, respeito e admiração. Vida longa!

CLIPE NOVO DA TIPO UÍSQUE

A banda Tipo Uísque (RJ) marca seu retorno com o lançamento de um clipe muito bem produzido. A faixa “Paper Heart” foi tirada do EP “Fly High Tonight Big Wizard“, de 2015.

A direção do clipe, está o premiado Mauro Lima, que dirigiu filmes como “Meu Nome Não é Johnny” e “Tim Maia”. A atriz Rafaela Mandelli contracena com a vocalista Pin Bönner na produção que conta a história de um relacionamento que termina de maneira turbulenta.